terça-feira, 6 de março de 2018

À beira de um precipício...

Oksana Grineva

“À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo para trás.”

(Michel de Montaigne, filósofo francês)

segunda-feira, 5 de março de 2018

Todas as flores...

Jorge Maciel

“Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje”

(Provérbio chinês)

quinta-feira, 1 de março de 2018

Rio de Janeiro - 453 anos

Marcelo Vieira


Cariocas são bonitos
Cariocas são bacanas
Cariocas são sacanas
Cariocas são dourados
Cariocas são modernos
Cariocas são espertos
Cariocas são diretos
Cariocas não gostam de dias nublados

Cariocas nascem bambas
Cariocas nascem craques
Cariocas tem sotaque
Cariocas são alegres
Cariocas são atentos
Cariocas são tão sexys
Cariocas são tão claros
Cariocas não gostam de sinal fechado

(Adriana Calcanhoto, na música Cariocas)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Entra o sol pela vidraça...

Daryl Zang

Entra o sol pela vidraça
e em teu leito empalidece,
deslumbrado pela graça
que teu corpo lhe oferece.

(Durval Mendonça)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

É pelos livros...

Ferdinand Hodler

“É pelos livros que os sábios encontram consolo para as vicissitudes da vida.”

(Victor Hugo, escritor e filósofo francês)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Um belo livro é...

George Agnew Reid

“Um belo livro é aquele que semeia em abundância os pontos de interrogação.”
 (Jean Cocteau, romancista francês)

“O verdadeiro objetivo dos livros é laçar a mente para fazê-la pensar por si própria.”
(Christopher Morley, escritor estadunidense)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Ler é uma conversa...

Emma Irlam Briggs

“Ler é uma conversa. Todos os livros falam. Mas um bom livro também escuta.”

(Mark Haddon, escritor britânico)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Pela primeira vez na História...

Edwin Lord Weeks


“Pela primeira vez na História, quando governos, corporações e indivíduos privados avaliam o futuro imediato, muitos não pensam na guerra como um acontecimento provável. As armas nucleares tornaram uma guerra entre superpotências um ato louco de suicídio coletivo e com isso forçaram as nações mais poderosas da Terra a encontrar meios alternativos e pacíficos de resolver conflitos. Simultaneamente, a economia global abandonou as bases materiais para se assentar no conhecimento. Antes, as principais fontes de riqueza eram os recursos materiais, como minas de ouro, campos de trigo e poços de petróleo. Hoje, a principal fonte de riqueza é o conhecimento. E, embora se possam conquistar poços de petróleo na guerra, não se pode conquistar conhecimento dessa maneira. Desde que o conhecimento se tornou o mais importante recurso econômico, a rentabilidade da guerra declinou e as guerras tornaram-se cada vez mais restritas àquelas regiões do mundo – como o Oriente Médio e a África Central – nas quais as economias ainda são antiquadas, baseadas em recursos materiais.”

(Yuval Noah Harari, no livro Homo Deus)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Clara passeava no jardim...

Camille-Nicolas Lambert Wollès

Clara passeava no jardim com as crianças.
O céu era verde sobre o gramado,
a água era dourada sob as pontes,
outros elementos eram azuis, róseos, alaranjados,
o guarda-civil sorria, passavam bicicletas,
a menina pisou na relva para pegar um pássaro.
O mundo inteiro, a Alemanha, a China, tudo era tranquilo ao redor de Clara.
As crianças olhavam para o céu… Não era proibido!
A boca, o nariz, os olhos estavam abertos…
Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos.
Clara tinha medo de perder o bonde das 11 horas,
esperava cartas que custavam a chegar,
nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava no jardim pela manhã!!!
Havia jardins, havia manhãs, naquele tempo!!!

(Carlos Drummond de Andrade, no poema Lembrança do mundo antigo)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Quarta-feira de Cinzas

Arthur Thimóteo

“Se a única coisa de que o homem terá certeza é a morte; a única certeza do brasileiro é o carnaval no próximo ano.”

(Graciliano Ramos, escritor brasileiro)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Terça-feira de Carnaval

Suelly Kretzmann

Um pierrô apaixonado
Que vivia só cantando
Por causa de uma colombina
Acabou chorando, acabou chorando.

A colombina entrou num botequim
Bebeu, bebeu, saiu assim, assim
Dizendo: pierrô cacete
Vai tomar sorvete com o arlequim.

Um grande amor tem sempre um triste fim
Com o pierrô aconteceu assim
Levando esse grande chute
Foi tomar vermute com amendoim.

(Pierrô Apaixonado, de Noel Rosa e Heitor dos Prazeres)

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Mamoon sempre se preocupou...

Adelaide Claxton

“Mamoon sempre se preocupou com a tarefa quase impossível de usar palavras reais para descrever coisas invisíveis. Você e eu sabemos que a linguagem é o único encantamento que existe. A magia alternativa — feitiços, cristais, lâmpadas para esfregar, tudo isso não passa de doces futilidades.”

(Hanif Kureishi, no livro A última palavra)

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A pessoa que não sente prazer...

Harold Knight

“A pessoa que não sente prazer com um bom romance, seja cavalheiro ou dama, só pode ser intoleravelmente estúpida.”

(Jane Austen, escritora britânica)

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Cuidado ao ler livros...

Morgan Weistling

“Cuidado ao ler livros sobre saúde. Um dia você morre por erro de impressão.”

(Markus Herz, médico alemão)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Odoyá, Yemanjá!!

Lina Bo Bardi

Tão longe, tão longe,
nas ondas do mar,
nos véus da neblina,
no vento a cantar,
na areia doirada
do fundo das águas
eu ouço Iemanjá…
Nem velas, nem brumas
vêm onde ela está,
nem sonho de amante
um dia virá…
Tão longe, tão longe
amada longínqua,
fantasma do mar.

Tão longe as rosas
que vão-se afogar,
levando a tristeza
que não sei matar,
por essa lonjura
que a vida separa
de minha Iemanjá…
Tão longe, tão longe,
minha alma a cantar,
há muito já foi,
pro fundo do mar,
sofrer do mistério
da amada distante,
ó doce Iemanjá!…

(Wilson W. Rodrigues, em Despacho de Iemanjá)

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

As pessoas viajam...

Marc Rosenthal


“As pessoas viajam para se maravilhar com a grandeza das montanhas, com as grandes ondas do oceano, com a enorme extensão dos rios, como o movimento gracioso das estrelas e, ainda assim, elas passam por si mesmas sem se maravilhar nem um pouco.”

(Santo Agostinho)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Não se pode servir...

Gustav Courbet

“Não se pode servir ao mesmo tempo a dois senhores tão diferentes quanto o mundo e a verdade.”

(Arthur Schopenhauer, filósofo alemão)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Aniversário de São Paulo

Carlos Eduardo Zornoff

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim, Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos Mutantes

E foste um difícil começo
Afasta o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

(Sampa, de Caetano Veloso e Gilberto Gil)

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Nada pode ser feito...

Georg Nicolaj Achen

“Nada pode ser feito sem a solidão. Eu mesmo criei para mim uma solidão da qual ninguém suspeita.”

(Pablo Picasso, pintor espanhol)

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sempre que tiver alternativas...

Coles Phillips


“Sempre que tiver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as conseqüências.”

(Osho)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Maurício de Sousa - Maravilhoso!!!

Ano novo, nova série no blog!
Aproveitando que em Janeiro se comemora o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, vamos iniciar uma publicação mensal da arte de Maurício de Sousa e sua Turma da Mônica, os quadrinhos mais bem-sucedidos das terras Tupiniquins.
A partir de agora, toda primeira semana do mês uma publicação.
E já que é verão...

Mônica e Magali

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Senhor do Bonfim da Bahia



Aos teus pés que nos deste o direito
Aos teus pés que nos deste a verdade
Canta e exulta num férvido preito
A alma em festa da tua cidade

Desta sagrada colina
Mansão da misericórdia
Dai-nos a graça divina
Da justiça e da concórdia
(trecho do Hino ao Senhor do Bonfim da Bahia, Arthur de Salles e João Antônio Wanderley)

domingo, 7 de janeiro de 2018

7 de Janeiro - Dia do Leitor

Aaron Shikler

“Bibliotecas nunca desiludem. Um bom leitor é um eleitor mais informado e responsável; formando leitores estamos também desenvolvendo a empatia e o interesse pelo outro. A longo prazo esse esforço irá traduzir-se numa sociedade mais exigente, mais interventiva e, por extensão, numa classe política um pouco menos bruta do que a atual.”

(José Eduardo Agualusa, escritor angolano)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Escreva livros só se...

José Ferraz de Almeida Júnior

“Escreva livros só se você for dizer neles aquilo que não tem coragem de confiar a ninguém.”

(Emil M. Cioran, escritor e filósofo romeno)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Ano Novo, vida nova...

André Netto

“Ano Novo, vida nova”
– reza o dito popular.
Tal fato só se comprova
se você mesmo mudar.

(Sonia Regina Rocha Rodrigues)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Não posso voltar...

Dean Cornwell

“Não posso voltar para ontem porque lá eu era outra pessoa.”

(do livro Alice no País das Maravilhas)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O ano de 1835 não prometia trazer...

Didier Delamonica

O ano de 1835 não prometia trazer em seu rastro luminoso de cometa todos os sortilégios, amores e desgraças que nos trouxe. Quando a décima segunda badalada do relógio da sala de nossa casa soou, cortando a noite fresca e estrelada como uma faca que penetra na carne tenra e macia de um animalzinho indefeso, nada no mundo se pareceu travestir de outra cor ou essência, nem os móveis da casa perderam seus contornos rígidos e pesados, nem meu pai soube dizer mais palavras do que as que sempre dizia, do seu lugar à cabeceira da mesa, olhando-nos a todos nós com seus negros olhos profundos que hoje já perderam há muito seu viço, a sua luz e a sua existência de homem do pampa gaúcho que sabiam medir a sede da terra e a chuva escondida nas nuvens. Quando o relógio cessou de soar o seu grito, a voz de meu pai se fez ouvir: “Que Deus abençoe este novo ano que a vida nos traz, e que nesta casa não falte saúde, alimento ou fé.” Todos nós respondemos: “Amém”, erguendo bem alto nossos copos, e nisso não houve ainda nada que pudesse alterar o curso dos acontecimentos que nos regiam tão dolentemente os dias naquele tempo.

(Letícia Wierzchowski, no livro A casa das sete mulheres)