quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Ninguém, ninguém verá...

Carl Larsson

Ninguém, ninguém verá o que eu sonhei
Só você meu amor
Ninguém verá o sonho que eu sonhei
Um sorriso quando acordar
Pintado pelo sol nascente
Eu vou te procurar
Na luz de cada olhar mais diferente
Tua chama me ilumina
Me faz virar um astro incandescente
Teu amor faz cometer loucuras
Faz mais, depois faz acordar chorando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois depois do amor
Amor, amor

(Geraldo Azevedo, na música Quando fevereiro chegar)

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Vive a vida o mais intensamente...

Anita Klein

“Vive a vida o mais intensamente que puderes. Escreve essa intensidade o mais calmamente que puderes. E ela será ainda mais intensa no absoluto do imaginário de quem te lê.”

(Vergílio António Ferreira, escritor português)

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Não morre aquele que...

Henriette Browne

“Não morre aquele que deixou na Terra a melodia de seu cântico na música de seus versos.”

(Cora Coralina, poetisa brasileira)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Quem não chora dali...

John Gannam

Quem não chora dali
Não mama daqui
Diz o ditado
Quem pode, pode
Deixa os acomodados
Que se incomodem

Minha saúde não é de ferro não
Mas meus nervos são de aço
Pra pedir silêncio eu berro
Pra fazer barulho
Eu mesma faço
Ou não!

(Rita Lee, em Jardins da Babilônia)

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Tornou-se um homem sem...

Ramos Cortés

“Tornou-se um homem sem memória, sem consciência de lugar e tempo. Um homem que apenas é o que não deveria ter sido, restos rebeldes de um desejo obstinado. Nada do que era, do que pensava ser, existe mais. O que vive nele é um miserável restolho de desejo que algum dia não deve ter sido saciado.”

(Arnon Grunberg, no livro Tirza)

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Bons livros...

Adolfo Fonzari

“Bons livros, como bons amigos, são poucos e escolhidos; quanto mais selecionados, mais apreciados.”

(Louisa May Alcott, escritora estadunidense)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Ele se virou para ela...

Mauro Ferreira

“Ele se virou para ela e disse “Até que enfim” quando o trem finalmente chegou rangendo, com aquela familiaridade que os estranhos adotam uns com os outros depois de compartilhar a decepção por um serviço público.”

(Chimamanda Ngozi Adichie, no livro Americanah)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Na hierarquia dos valores...

Robert Montgomery Bird


“Na hierarquia dos valores políticos, o bem do povo é inferior ao exercício do poder.”

(Rubem Alves, no livro Pimentas)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Uma mulher quando bebe...

K. Madison Moore
homenagem a tela de Fernand Léger

“Uma mulher quando bebe perde as censuras. Fala o que não deve, fala o que sente, assim como é a na velhice. A velhice potencializa a honestidade. Faz sentido. Uma mulher bêbada é uma idosa sóbria. Pois o idoso não espera o melhor momento para derramar a verdade em sua cara, ele cria o momento, impõe a sua opinião. Tanto o velho como a criança são cruéis em sua sinceridade e não tem como controlá-los.”

(Fabrício Carpinejar, jornalista e escritor brasileiro)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Há mais tesouros nos livros...

Ciro d'Alessio

“Há mais tesouros nos livros do que nas pilhas saqueadas pelos piratas na Ilha do Tesouro.”

(Walt Disney, criador de arte e empresário estadunidense)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Os livros servem para mostrar...

Henri Matisse

“Os livros servem para mostrar a um homem que os pensamentos originais que teve não são, afinal de contas, tão novos.”

(Abraham Lincoln, ex-presidente dos Estados Unidos)

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Poderão as mulheres...

Danielle Klebes James

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

(Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, em Poema em Linha Reta)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Eu estava destinado a ser...

William Glackens

“Eu estava destinado a ser um grande editor”, diz a Kaisa através do espelho, “mas sabe o que aconteceu? Não me tornei grande. Perdi a ambição, perdi a fé. Minha ambição era minha fé. Uma pessoa sem fé não é muito. Endurecido, isso sim, blindado. Um tanque. Olhe para nós, Kaisa. O que somos? Pessoas sem fé. Ainda que tenhamos um ao outro. Eu flutuava pelo espaço, não me apegava a ninguém. Até aquele momento em que você pegou na minha mão, lá perto do semáforo. Então fiquei preso a você. É assim. Você poderia ter pegado outra mão, mas pegou a minha. O que você pensou, Kaisa? O que viu quando eu passei? Foi o meu chapéu? Já tinha falado com muitas pessoas naquele dia?”
Vai com ela para a cidade. Ela descalça, ele de sandálias. Aqui e ali para num cruzamento e pergunta: “Para onde estamos indo, Kaisa?” Ela então o puxa na direção que, de acordo com ela, é a melhor. Almoçam num posto de gasolina e às quatro bebem uma Coca-Cola num clube de bilhar. De vez em quando Hofmeester diz alguma coisa, sobre sua filha, seu trabalho, a África. Kaisa escuta sem dizer nada.

(Arnon Grunberg, no livro Tirza)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O silêncio é a bandeira branca...

Peter Ilsted

“Atta dá uma risada por nervosismo.
Hofmeester sente que o está colocando contra a parede. Gosta de colocar as pessoas contra a parede. Porque tem medo delas. Porque não sabe como lidar com elas. Em outros tempos, também pôs suas filhas contra a parede. Verbalmente, apenas verbalmente, para torná-las mais fortes. Para expandir o vocabulário delas, para ensiná-las a arte da argumentação. Para ele, a língua é acima de tudo um meio de cercar as pessoas, de colocá-las contra a parede, de lhes tirar o último recurso. A língua. Um grande experimento de humilhação. Talvez por isso se tenha tornado silencioso. Por respeito. Como forma de rendição. O silêncio é a bandeira branca.”

(Arnon Grunberg, no livro Tirza)

domingo, 13 de agosto de 2017

Dia dos Pais

Leonid Afremov

Pai, preste atenção,
só ‘tou pedindo uma coisa:
me dê a mão.

(Ziraldo, em O Pequeno Livro de Hai-Kais do Menino Maluquinho)

sábado, 12 de agosto de 2017

Paparazzo: celebridades e livros

Érico Veríssimo e os filhos
Luis Fernando e Clarissa

12 de Agosto - Dia Nacional da Arte

Evard Munch

“O principal problema da arte contemporânea é que se confundiu expressão com arte. Perdeu-se a noção de que uma coisa pode ser expressiva sem ser arte. Por exemplo: se eu dou um grito, isso é expressão, mas não é arte. Para que esse grito se torne arte, é preciso que eu o transforme num poema, ou que um pintor como Munch faça um quadro como O Grito, em que aquilo vira uma obra plástica. Se eu me sentar no chão em cima de terra, mesmo que seja no museu, não é obra de arte. Pode ser uma atitude, uma performance adotada como protesto, como manifestação, mas não é obra de arte.”

(Ferreira Gullar, poeta e crítico brasileiro)