domingo, 22 de abril de 2018

22 de Abril - Descobrimento do Brasil



“Terra à vista!” – Um grito intenso
soou nos céus, como um cântico,
e o Brasil surgiu, imenso,
num parto às margens do Atlântico!

(José Ouverney)

quinta-feira, 19 de abril de 2018

19 de Abril - Dia do Índio

Dimitris Voyiazoglou

Se Deus quiser
Um dia eu quero ser índio
Viver pelado, pintado de verde
Num eterno domingo
Ser um bicho preguiça
Espantar turista

E tomar banho de sol
Banho de sol!
Banho de sol!
Sol!

Baila comigo, como se baila na tribo
Baila comigo, lá no meu esconderijo
Baila comigo, como se baila na tribo
Baila comigo, lá no meu esconderijo

(Rita Lee, na música Baila Comigo)

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dia Nacional do Livro e Literatura Infantil

Georgina de Albuquerque

“Leia para uma criança, a leitura estimula a criatividade e a paixão pelos estudos.”

(Carla Gonzaga Rabetti)

terça-feira, 17 de abril de 2018

Se seu plano é...

Basile Loomes

“Se seu plano é para daqui um ano, plante arroz. Se seu plano é para daqui dez anos, plante árvores. Mas se seu plano for para durar cem anos ou mais, eduque as crianças.”

(Confúcio)

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Bondade é a linguagem...

Rupert Bunny


“Bondade é a linguagem que o surdo consegue ouvir e o cego consegue ver.”

(Mark Twain, poeta inglês)

sexta-feira, 13 de abril de 2018

13 de Abril - Dia Internacional do Beijo

Fred Irvin

Pra que foguete, pra quê?
Pra ir à lua distante?
Eu, quando beijo você,
não subo aos céus num instante?

(Wilson Montemór)

quinta-feira, 12 de abril de 2018

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Penso que o livro fechado...

August Allebé

"Penso que o livro fechado é a boca implorando voz, igual aos sonhos da infância que se extraviaram de nós."

(Pirisca Grecco, poeta e cantor brasileiro)

terça-feira, 10 de abril de 2018

Ver muito e ler muito...

Yannis Tsarouchis

“Ver muito e ler muito aviva o engenho do homem.”

(Miguel de Cervantes, escritor espanhol)

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Perto do fim daquele verão...

Alfredo Volpi

“Perto do fim daquele verão, pouco antes do começo do semestre de outono, foi visitar seus pais. Pretendia ajudar com a colheita do verão, mas descobriu que seu pai contratara um ajudante negro que trabalhava duramente sem reclamar, realizando sozinho quase tanto quanto William e seu pai antes conseguiam juntos. Seus pais ficaram felizes de vê-lo, e pareciam não ter guardado rancor pela decisão. Todavia, descobriu que não tinha nada para dizer a eles. Percebeu que já estavam começando a ficar alheios um ao outro. E essa perda aumentou o amor que sentia por eles. Voltou para Columbia uma semana antes do que planejara.”

(John Williams, no livro Stoner)

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Depende de nós...

Sergio Berber

Depende de nós
Quem já foi ou ainda é criança
Que acredita ou tem esperança
Quem faz tudo pra um mundo melhor

Depende de nós
Que o circo esteja armado
Que o palhaço esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente precise sonhar

Que os ventos cantem nos galhos
Que as folhas bebam orvalhos
Que o sol descortine mais as manhãs

Depende de nós
Se esse mundo ainda tem jeito
Apesar do que o homem tem feito
Se a vida sobreviverá

(Ivan Lins, na música Depende de nós)

terça-feira, 3 de abril de 2018

Abril é um mês bonito...

Cândido Oliveira


"Abril é um mês bonito nos pampas, quando vem o outono, com suas luzes de âmbar que alongam a silhueta dos animais no pasto, e que derramam suas cores sobre os campos como um véu muito tênue. Outono, com sua brisa já fresca, fria à noite, apetitosa para o aconchego das lareiras. O outono no sul tem qualquer coisa de mágico, de lento, que faz bem para a alma. Que fazia bem para a alma de Giuseppe Garibaldi, e que lhe dava uma vaga saudade da sua terra natal.
A manhã daquele dia dezessete estava límpida. No galpão da charqueada onde dormiam os sessenta homens de Garibaldi, acordava-se cedo, com as primeiras luzes da alvorada. O cozinheiro já preparava a farta refeição da manhã, enquanto os homens tomavam tino da vida, vestiam-se, sorviam aquele mate amargo e quente que era o costume da região e que espantava o sono com tanta galhardia."

(Letícia Wierzchowski, no livro A casa das sete mulheres)

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Dia Internacional do Livro Infantil

Dennis Nolan

“A literatura é uma doença textualmente transmitida, normalmente contraída na infância.”

(Jane Yolen, escritora estadunidense)

domingo, 1 de abril de 2018

Dia da Mentira

John Newton Howitt

Do peixe, como eu dizia,
sem pretensão de iludi-los,
somente a fotografia
pesava mais de oito quilos!

(José Machado Borges)

quinta-feira, 29 de março de 2018

Salvador - 469 anos

Aldinho Mendonça


São Salvador, Bahia de São Salvador
A terra de Nosso Senhor
Pedaço de terra que é meu
São Salvador, Bahia de São Salvador
A terra do branco mulato
A terra do preto doutor
São Salvador, Bahia de São Salvador
A terra do Nosso Senhor
Do Nosso Senhor do Bonfim
Oh Bahia, Bahia cidade de São Salvador
Bahia oh, Bahia, Bahia cidade de São Salvador

(Dorival Caymmi, na música São Salvador)

quarta-feira, 28 de março de 2018

Sempre que me procuro...

Duy Huynh


Sempre que me procuro e não me encontro em mim,
pois há pedaços do meu ser que andam dispersos
nas sombras do jardim,
nos silêncios da noite,
nas músicas do mar,
e sinto os olhos, sob as pálpebras, imersos
nesta serena unção crepuscular
que lhes prolonga o trágico tresnoite
da vigília sem fim,
abro meu coração, como um jardim,
e desfolho a corola dos meus versos,
faz-me lembrar a alma que esteve em mim,
e que, um dia, perdi e vivo a procurar
nos silêncios da noite,
nas sombras do jardim,
na música do mar…

(Hermes Fontes, no poema Jogos de sombras)

terça-feira, 27 de março de 2018

O livro nas mãos...

Henry Moore


“O livro nas mãos do padre foi como isca para os olhos de Antonio José Bolívar. Pacientemente, esperou até que o padre, vencido pelo sono, o deixasse cair de um lado.
Era uma biografia de São Francisco, a qual ele examinou furtivamente, sentindo que ao fazê-lo cometia um pequeno roubo.
Juntava as sílabas, e à medida que o fazia, o desejo de compreender tudo o que havia naquelas páginas o levou a repetir a meia voz as palavras capturadas.
O padre despertou e observou, divertido, Antonio José Bolívar com o nariz metido no livro.
— É interessante? — perguntou.
— Desculpe, eminência. Mas eu o vi dormindo, e não quis incomodá-lo.
— Interessa-lhe? — repetiu o padre.
— Parece que fala muito de animais — respondeu timidamente.
— São Francisco amava os animais. Amava todas as criaturas de Deus.
— Eu também gosto deles. À minha maneira. O senhor conhece São Francisco?
— Não. Deus me privou de tal prazer. São Francisco morreu há muitíssimos anos. Quer dizer, deixou a vida terrena e agora vive eternamente junto ao criador.
— Como sabe disso?
— Porque li o livro. É um dos meus preferidos.
O padre enfatizava suas palavras acariciando a rafada brochura. Antonio José Bolívar o olhava enlevado, sentindo a coceira da inveja.
— O senhor leu muitos livros?
— Uma porção. Antes, quando ainda era jovem e meus olhos não se cansavam, devorava toda obra que parasse em minhas mãos.
— Todos os livros tratam de santos?
— Não. No mundo há milhões e milhões de livros. Em todas as línguas, e abrangem todos os temas, inclusive alguns que deveriam estar proibidos aos homens.
Antonio José Bolívar não entendeu aquela censura e continuou com os olhos cravados nas mãos do padre, mãos gorduchas, brancas sobre a brochura escura.
— De que falam os outros livros?
— Já lhe disse. De todos os temas. Há livros de aventuras, de ciência, histórias de seres virtuosos, de técnica, de amor…
O último interessou-lhe. Conhecia do amor aquilo que ouvia nas canções, especialmente nos pasillos cantados por Jurito Jaramillo, cuja voz de guaiaquilenho pobre às vezes escapava de um rádio de pilhas tornando os homens taciturnos. Segundo os pasillos, o amor era como uma picada de um inseto invisível, mas procurado por todos.
— Como são os livros de amor?
— Temo que não possa lhe falar disso. Não li mais que um par.
— Não importa. Como são?
— Bem, contam a história de duas pessoas que se conhecem, se amam e lutam para vencer as dificuldades que os impede de ser felizes. ”

(Luís Sepúlveda, no livro Um velho que lia romances de amor)

segunda-feira, 26 de março de 2018

Do espelho da tua sala...

Hubert-Denis Etcheverry

Do espelho da tua sala,
procura o exemplo seguir:
ele reflete e não fala,
tu falas sem refletir…

(Carlos Guimarães)

sexta-feira, 23 de março de 2018

Dia do Contador de Histórias

Maurício de Sousa

“Se quiser falar ao coração dos homens, há que se contar uma história. Dessas onde não faltem animais, ou deuses e muita fantasia. Porque é assim – suave e docemente que se despertam consciências.”

(Jean de La Fontaine, poeta e fabulista francês)

quarta-feira, 21 de março de 2018

21 de Março - Dia Mundial da Poesia

T. J. Overnell

O verso alexandrino os pegava desprevenidos. As rimas os atingiam, asfixiando-os de forma tão certa quanto uma surra bem no plexo.
— Um verso alexandrino é direto como uma espada — explicara um dia Yvon —, nasceu para acertar o alvo, com a condição de honrá-lo. Não deve ser declarado como prosa vulgar. Recita-se de pé. É preciso alongar a coluna de ar para dar vida às palavras e debulhá-lo de suas sílabas com paixão e ardor, declamá-lo como se faz amor, com grandes golpes de hemistíquios, no ritmo da cesura. O verso alexandrino lhe apresenta seu ator. E não há lugar para improviso. Não se pode trapacear com um verso de doze sílabas, menino.

(Jean-Paul Didierlaurent, no livro O leitor do trem das 6h27)

Outono - Hemisfério Sul

Freddie Langeler

Vem o outono as folhas caem,
sopra o vento devagar.
Ilusões nunca se esvaem
ficam no mesmo lugar.

(Therezinha Radetic)

Primavera - Hemisfério Norte

Ellen Lerner O'Donnell


Primavera colorida,
estação de belas flores!
A primavera da vida
lembra a estação dos amores.

(Lêda Terezinha de Oliveira)

segunda-feira, 19 de março de 2018

Teu retrato, enraivecida...

Jean Baptiste Marie-Pierre

Teu retrato, enraivecida,
eu rasguei, sem embaraços…
mas a saudade, atrevida,
juntou de novo os pedaços!…

(Marilúcia Rezende)
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