sexta-feira, 27 de março de 2020

Maurício de Sousa: Maravilhoso!!

Maurício de Sousa

O trabalho desta artista multimídia afro-americana nascida no Brooklyn em 1960 foi definido como “refinado e apaixonado” pelo New York Times quando aconteceu uma exposição comemorativa dos seus 20 anos de carreira, em 2007. Não é para menos. Uma das mais importantes artistas da sua geração, Lorna começou sua história como artista se interessando por fotografia. Ela acrescentava às imagens frases que captava em conversas do dia a dia ou retiradas de notícias. Quando ela chegou à escola de arte, a luta pelos direitos civis e o movimento Black Power (poder negro) já tinha conhecido seu auge, e os EUA viviam uma época de alto desemprego, aprofundamento da pobreza e das desigualdades, temas que aparecem em sua arte, assim como questão da identidade, incluindo os aspectos de raça e gênero. Seu trabalho foi exibido nos mais importantes museus do mundo. Além de fotos, ela trabalhou também com outros recursos, como o vídeo. A videoinstalação “Easy to Remember” (https://vimeo.com/91549843), de 2001, foca nos lábios de 15 pessoas murmurando uma canção.

quarta-feira, 25 de março de 2020

A primavera chegará...

Maria Sherbinina

“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.”

(Cecília Meireles, escritora brasileira)

terça-feira, 24 de março de 2020

O luto vive dentro de nós...

Albert von Keller

“O luto vive dentro de nós, mas a vida é muito maior do que ele. Há muito espaço para todas as demais vivências.”

(Haruki Murakami, escritor japonês)

sábado, 21 de março de 2020

Outono - Hemisfério Sul

Revista House Beautiful 1929

Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

(Cecília Meireles, no poema Canção de Outono)

Primavera - Hemisfério Norte

BBeth Whitney

 
Primavera! Que beleza!
A campina toda em flor.
É como se a natureza
despertasse para o amor.

(Álvaro Teixeira Filho)
 

Paparazzo: celebridades e livros

Ayrton Senna

sexta-feira, 20 de março de 2020

Maurício de Souza: Maravilhoso!!

Maurício de Sousa

Os quadros eram pequenos para as criações desta pintora e escultora que se dizia uma “não artista” e preferia ser vista como pesquisadora. Em 1954, Lygia Clark foi uma das fundadoras do Grupo Frente e apresentou obras nas quais as figuras geométricas ultrapassavam o limite da moldura. Em 1959, ela assinou um documento importante para a história da arte, o Manifesto Neoconcreto, ao lado de outros grandes artistas, como Lygia Pape e o poeta Ferreira Gullar, defendendo exatamente que a arte conquistasse o espaço. Entre suas ideias revolucionárias, ela propunha que o público interagisse com as obras. Nada de ficar só observando de longe! Um de seus trabalhos mais famosos é a série de esculturas “Bichos”, dos anos 1960, feitas em alumínio e com dobradiças que formam seu “corpo”, podendo ser dobrado em várias direções. Lygia criou também o que chamava de objetos sensoriais, que estimulam os sentidos, como balões de ar, sacos de terra e água, pedras, entre outros. No final de sua vida, ela atuou como terapeuta e usava sua arte para auxiliar na atividade.

quarta-feira, 18 de março de 2020

A maioria das vezes...

Suzanne Valadon

"A maioria das vezes o amor não tem por objeto um corpo, exceto se nele se funda uma emoção, o medo de o perder, a incerteza de o encontrar."

(Marcel Proust, escritor francês)

terça-feira, 17 de março de 2020

Foto, lembrança marcada...

Paul Beckert

Foto, lembrança marcada
que invade meu coração:
minha infância perpetuada,
num pedaço de cartão.

(Dorothy Jansson Moretti)

segunda-feira, 16 de março de 2020

Para cada doença...

Will Barnet
 
“Para cada doença que um médico consegue curar com remédios, ele provoca dez outras em pessoas saudáveis, inoculando nelas um vírus mil vezes mais poderoso do que qualquer micróbio comum: a idéia de estar doente.”

(Marcel Proust, escritor francês)

sexta-feira, 13 de março de 2020

Maurício de Souza: Maravilhoso!!

Maurício de Sousa

Tarsila nasceu em Capivari, no interior do estado de São Paulo, e passou a infância morando nas fazendas de seu pai. Estudou no Colégio Sion, em São Paulo, e depois em Barcelona, onde fez seu primeiro quadro, “Sagrado Coração de Jesus”, em 1904. De volta ao Brasil, casou-se e teve uma filha. Já separada, passou a dedicar-se às artes e teve aula de escultura, desenho e pintura com grandes artistas da época. Em 1918, ela conheceu Anita Malfatti, que seria, como ela, uma das expoentes do modernismo, movimento artístico que renovou a arte brasileira. Foi nessa época que ela começou a namorar o escritor Oswald de Andrade e passou a fazer parte de uma turma que revolucionaria as artes no Brasil, formada também por Anita, o próprio Oswald e os escritores Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Foi em São Paulo que ela teve contato com a arte moderna. Antes, sua pintura era acadêmica (mais tradicional). Em Paris, ela estudou com vários pintores cubistas, entre eles Fernand Léger, a quem mostrou sua tela “A Negra”, um marco do modernismo. Na França, ela se tornou amiga do compositor Villa Lobos e do pintor Di Cavalcanti. Ela adorava oferecer almoços brasileiros, com direito a feijoada, em seu ateliê! Em Minas, ela reencontrou as cores de sua infância, azul, rosa, amarelo, verde, sempre puros e vibrantes, que ela amava, mas que todos chamavam de feias e caipiras. Essas cores se tornaram marca de sua obra. Em 1928, ela presenteou o agora marido Oswald com um quadro chamado “O Abaporu”, que significa “antropófago”. O quadro inspirou o movimento antropofágico, que propunha “digerir” influências europeias para formar uma identidade brasileira.

quinta-feira, 12 de março de 2020

12/03 - Dia Nacional do Bibliotecário

Kestutis Kasparavicius

“Os livros são a luz que guia a civilização.”

(Franklin Roosevelt)

quarta-feira, 11 de março de 2020

Duas pessoas nunca...

Fernand Blondin

“Duas pessoas nunca leem o mesmo livro.”

(Edmund Wilson, crítico literário)

domingo, 8 de março de 2020

08/03 - Dia Internacional da Mulher

Emma Fordyce MacRae

Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha, minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser

(Renato Russo, na música 1o. de Julho)

sexta-feira, 6 de março de 2020

Maurício de Sousa - Maravilhoso!!

Maurício de Sousa

A escritora cearense, nascida em Fortaleza, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, em 1977. Ainda criança, viveu a seca de 1915, que seria tema de seu primeiro livro, denominado 'O Quinze' e lançado em 1930. Ela migrou com a família primeiro para o Rio de Janeiro e, depois, para Belém (PA), tendo vivido também em Alagoas, onde ficaria amiga dos escritores Graciliano Ramos e José Lins do Rego. Sob orientação da mãe, se aprofundou nas leituras. Era apaixonada por autores nacionais e estrangeiros, principalmente franceses. Publicou seu primeiro texto aos 17 anos no jornal O Ceará, usando o pseudônimo (nome artístico) Rita de Queluz. O texto era tão bom que a convidaram para escrever regularmente para a publicação, tornando-se a responsável pela página de literatura do jornal. 'O Quinze', cuja publicação inicial foi paga com recursos próprios e teve tiragem de mil exemplares, chamou a atenção dos críticos. Ao longo da vida, Rachel colaborou com diversas revistas e jornais e recebeu muitos prêmios e condecorações. Entre seus livros mais célebres está 'Memorial de Maria Moura', que conta a saga da jovem nordestina que liderou um bando de homens armados e foi adaptada para a TV, sendo exibida em mais de 15 países.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Tudo vale a pena...

Karl Harald Alfred Broge

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."

(Fernando Pessoa, poeta português)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Terça-feira de Carnaval

Pablo Picasso

No carnaval
Se a gente quer
Pierrot vira anjo
Fantasia de papel
Se eu chorei
Não foi em vão

Pierrot quando chora
É sinal de solidão
Foi no carnaval
Me apaixonei

Madrugada caiu do céu
O vento levou
Meu tamborim
Batucada, calor

(Pierrot, de Flávio Venturini)

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Sábado de Carnaval

J. Carlos

“Que ideia a de que no carnaval as pessoas se mascaram! No carnaval desmascaram-se.”
(Vergílio Ferreira, escritor português)

“O carnaval. A festa onde os tabus perdem força e as permissões tornam-se hiperbólicas.”
(Vinícius de Moraes, poeta e diplomata brasileiro)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

O tempo passa voando…

Gildásio Jardim Barbosa

O tempo passa voando…
Mentira, posso jurar.
Se estou meu bem esperando,
como ele custa a passar!

(Lilinha Fernandes)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Ouço a chuva cair...

Charles Hoffbauer

Ouço a chuva cair. Olho as ruas molhadas.
Penso nas violetas e nos jardins em flor.
Desce ao meu coração uma paz sem memória.
Desce ao meu coração uma doçura imensa…

Lembro o amor a dormir tranquilo e sossegado
A rua esquiva e sem pregões, a rua pobre,
A rua humilde e a casa pequenina, em que se abriga
Lembro a infância que foi e outras manhãs já longe.

Sinto a vida como a chuva descendo
Sobre os quietos beirais, sobre as ruas, descendo
Sinto que o tempo é bom porque não para nunca

Um ritmo de abrigo envolve as coisas, tudo,
Vontade de dormir o grande sono calmo
Ouvindo a chuva triste e mansa a descer sobre mim.

(Augusto Frederico Schmidt, no poema Canção da breve serenidade)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Não há isso de livro...

Fernando Botero

“Não há isso de livro moral ou imoral. Livros são bem ou mal escritos.”

(Oscar Wilde)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Quantos homens datam...

Joseph Plaskett

“Quantos homens datam uma nova era nas suas vidas a partir da leitura de um livro.”

(Henry David Thoreau, ensaísta estadunidense)

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Gastronomia é comer...

Douglas Okada

"Gastronomia é comer olhando pro céu."

(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Nada restará depois das águas...

Raimundo Botelho

Nada restará depois das águas.

São assim as tempestades
que vêm quando menos se espera
ou quando mais se procura.

Nada sobrará desses barulhos
de raios, fogo e trovões aflitos,
corações aos gritos, a treva lá fora.

Nada restará deste silêncio,
além do pingo choroso na torneira.

Pouco a se fazer depois dos tombos:
desentupir os ralos, enterrar os mortos,
secar os panos e fechar as janelas.

Por fim seguir aos trancos e trancos,
até a queda do próximo barranco
— sem contornos, sem encostas.

(Luís Pimentel, no poema Tempestades)