quinta-feira, 9 de julho de 2015

Isso é o máximo que a pessoa pode...



“... isso é o máximo que a pessoa pode ser para a pessoa amada: ponte sobre águas revoltas.”

(Rubem Alves, em Pimentas)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Os opostos não se atraem...


“Os opostos não se atraem. Os opostos disputam quem tem razão. Não dará certo juntar aquele que é travado para o relacionamento com aquele que é intenso, aquele que pretende controlar os fatos e o que pretende inventar seus próprios fatos.”

(Fabrício Carpinejar, em Ajuda-me a Chorar)

terça-feira, 7 de julho de 2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Leve, breve, suave...

Camille Angel

Leve, breve, suave,
Um canto de ave
Sobe no ar com que principia
o dia.
Escuto, e passou…
Parece que foi só porque escutei
Que parou.

(Fernando Pessoa em Leve, breve, suave)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

2 de Julho

Carybé

Bahia… Voz que se exprime
num canto alegre e encantado,
pelo violão de Caymmi
e a pena do Jorge Amado!…

(Augusto Astério de Campos, poeta baiano)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Acontece por vezes de eu ir à praia...


“Acontece por vezes de eu ir à praia, sentindo a cabeça exposta ao vento que desejo gelado, mais do que o conhecemos por aqui. Desejo que ele me esvazie de todas as palavras gastas, de todos os hábitos linguísticos esgotados, para que eu possa voltar com o espírito purificado, limpo das escórias daquele palavreado sempre igual. Mas na primeira oportunidade que tenho de falar alguma coisa, tudo volta. A purificação pela qual anseio não acontece automaticamente. Preciso fazer alguma coisa, e preciso fazê-lo com palavras. Mas o quê? Não que eu queira fugir da minha língua e entrar em outra. Não, não se trata de uma deserção linguística. E me digo outra coisa: não é possível reinventar a linguagem. Mas então o que é que eu quero? Talvez seja assim: quero compor de um novo modo as palavras portuguesas. As frases que surgiriam dessa nova composição não devem ser incomuns ou extravagantes, nem exaltadas, afetadas ou forçadas. Teriam de ser frases arquetípicas da língua portuguesa, que constituiriam o seu centro, para que as pessoas tivessem a sensação de que brotam sem volteios e sem qualquer contaminação da própria essência transparente e cristalina dessa língua”

(Mercier Pascal, em Trem Noturno Para Lisboa)