quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Acho que nossos caminhos se separam...

Christine Reilly

“Acho que nossos caminhos se separam aqui. Seria bom escrever uma lista de ‘eu acho’, pensou Laurent. Dominique se aproximou, passou a mão pelos cabelos dele, seu sorriso era desiludido. Belas aventuras, Laurent. Não me telefone nunca, acrescentou ela, glacial, antes de jogar fora o cigarro recém-iniciado e de voltar para dentro do restaurante. Pronto, estava terminado. Como se podia desaparecer tão facilmente da vida de alguém? Talvez com a mesma facilidade, em suma, com que se entrava. Um acaso, palavras trocadas, e é o fim dessa mesma relação.”

(Antoine Laurain, no livro A caderneta vermelha)

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