quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Também pela superfície profunda...

Bo Bartlett

“Também pela superfície profunda da pele a memória se faz palavra. No roçar do frio as lembranças das mãos do amor desanuviam-se. Na água morna que enxágua o corpo nasce um desejo de desnascer. É atravessando os poros que sua voz, em música, alcança meus ouvidos. O aço frio da faca afiada encrespa-me da carne à alma.”

(Bartolomeu Queirós, no livro Vermelho amargo)

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